100 Anos de História

A primeira vila operária do Brasil

O rio serpenteava por trás das paineiras e os meninos se banhavam nele

Vila Maria Zélia 1917 – São Paulo se expandia e o bairro do Belém, na  Zona Leste, começava a receber as primeiras indústrias.

Com as tecelagens, o número de operários e moradores da região triplicou e consolidou Belém, Belenzinho, Mooca, Brás e Pari como bairros operários. A Vila Maria Zélia foi inaugurada para acolher os trabalhadores da Companhia Nacional de Tecidos de Juta. Foi idealizada pelo dono da fábrica,  Jorge Street, e o projeto é atribuído ao arquiteto francês Pedaurriex.

Uma cidadela completa nascia ali:

  • Na Praça Jorge Street, a Capela São José
  • As ruas eram numeradas (3, 5, 6 …), a Casa do Administrador tinha n° 5
  • Na Rua 2, a sapataria, a  pequena chapelaria e o antigo escritório
  • Um açougue, o alojamento dos solteiros.
  • As escolas separadas, para os meninos, para as meninas
  •  O velho Boticário, o antigo quarador
  • Creche, cooperativa e  armazéns com salão de festas
  • 171 casas centenárias ainda contam essa história
  • Sistema de abastecimento de água e eletricidade.

Era um avanço para a época de São Paulo dos cortiços. E também uma forma de manter empregados sob controle. Mas a fábrica mudaria de mãos, e nos anos 30 foi confiscada e fechada, junto com outros prédios, pelo INSS, que no entanto não soube cuidar dos bens. O tempo e o abandono  maltrataram e deixaram ruir parte do patrimônio. Mas não a memória histórica dos moradores e gerações decididas a preservá-la e revitalizá-la.

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Festa

Um mês de celebrações e Bolo de Aniversário na praça dia 27
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Comunidade

Atividades coletivas e confraternizações
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Debates e encontros

Vamos refletir sobre o futuro?
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Memória

Um novo espaço para contar história
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Arte e criações

Livros, oficinas, fotografia, teatro, vídeo
A Associação Cultural Vila Maria Zélia nasceu em 1996 por amor à história e desejo de expressão da  comunidade. Cuida do Armazém da Memória, no antigo Boticário, espaço de exposições, oficinas, debates e eventos culturais. Apoia os moradores nas implicações do tombamento e  hoje faz parte de uma história viva e criativa, que celebra a luta  pela preservação e revitalização da vila centenária.

Programa

Abertura
Sábado, 06
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Teatro

Peça Hygiene, Grupo XIX de Teatro 11h
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Livro

Vamos Falar do Belenzinho? 13h
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Debate

Vila Maria Zélia: passado, presente e futuro 15h30
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Fotografia

Exposição SampaGrafia 17h30
Domingo, 07
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Caminhada fotográfica

Com coletivo SampaGrafia 10h30
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Inauguração

Centro de Memória Vila Maria Zélia – Antiga Sapataria 16h
Sábado, 13
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Show de marionetes

Ronald e suas Marionetes 15h
Domingo, 14
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Serenata

Pelas ruas, antigas canções 20h
Quarta-feira, 17
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Leitura dramática

Presídio Maria Zélia 18h
Sábado, 27
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Vídeo na praça e Parabéns à você

Maria Zélia – 100 anos 20h

Memórias e Depoimentos

Saiba Mais Sobre as Atividades

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Debate: Vila Maria Zélia

Como preservar a identidade de uma vila operária de 1917, sem voltar ao que era antes, mas pensar em alternativas para dar aos prédios e armazéns a sua antiga função social e cultural?
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Quem vem debater

Conhecem a vila e contribuiram com trabalhos: Nabil Bonduk, urbanista e autor sobre moradias; Ovandir Ramos, engenheiro nascido na vila; Eduardo Marcos, pesquisador do presidio Maria Zélia; e Luiz Fernando, diretor do XIX.
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Convidada especial

Celina Street, neta de Jorge Street, o criador da Vila, sempre colabora, participa das atividades e estará no debate. Nas memórias da família, a história de um pedaço da construção de São Paulo.
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Poder público será ouvido

Para apresentar a visão de cada órgão e debater com moradores, foram convidados e confirmaram presença representantes do Conpresp, Condephaat, e da Prefeitura Regional da Mooca, à qual a Vila Maria Zelia está subordinada.
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Teatro e serenata na Vila

O Grupo XIX de Teatro faz residência artística na Vila.  A peça Hygiene foi criada pelo grupo, ocupando velhos prédios em apresentações.Também vêm ao centenário os bonecos de Ronald e os músicos da Vila em serenatas com canções de outrora

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Contos e crônicas

O livro Vamos falar do Belenzinho é uma coletânea de produções de moradores, organizada por Thais Matarazzo, incluindo cinco contos criados durante a Oficina de Literatura na Vila Ler…contar e registrar.
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Um ano de fotografias

A expo do coletivo SampaGrafia traz o trabalho de um ano fotografando a Vila. Para celebrar, um dia de caminhada fotográfica que irá também ao interior dos prédios. Venda de comidinhas pelo caminho. Participe!
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Duras lembranças

Na ditadura Vargas, a velha fábrica foi transformada em presídio, tempo investigado pelo jornalista e professor Eduardo Marcos, morador da Vila, epecializado em Patrimônio, e apresentado em leitura dramática.
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Para visitar e pesquisar

O acervo da Vila precisava de um local e condições adequadas para visitantes e estudantes que querem conhecer e pesquisar. O Centro de Memória Vila Maria Zelia será inaugurado no prédio da antiga Sapataria.

Vídeos e Fotos

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Associação Cultura Vila Maria Zelia:

55 (11) 2762 6336

acvmzelia@gmail.com

Arquimedia - Comunicação:

55 (11) 3360 4371

55 (11) 2673 0371

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R. Mario Costa, 13 - Vila Maria Zelia